A CRISE HIPERTENSIVA NA EMERGÊNCIA: DIAGNÓSTICO E CONDUTA

Authors

  • Tarcísio Barbosa Lima
  • Delânea Souto Sá Paulucio
  • Raissa Furtado Papaléo
  • Carolina Oliveira Ramos
  • Danni Ellen Knack Nascimento
  • Débora Veitas Starling
  • Evellyn Ferreira Leite
  • Eduardo Matias dos Santos
  • Wallace William da Costa
  • Ruy Barbosa Pinto Silva Neto
  • Franklim Santana Silva Gonçalves
  • Maria Cecília Alencar de Amorim
  • Bruna Germano Monteiro
  • Thulyo Monteiro Moraes
  • Kaline Ribeiro de Almeida Vassallo

DOI:

https://doi.org/10.56083/RCV4N6-074

Keywords:

crise hipertensiva, diagnóstico, conduta, medicamentos

Abstract

A crise hipertensiva é uma situação grave em que a pressão arterial atinge níveis perigosamente altos, podendo causar danos agudos a órgãos vitais como coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos. Requer atenção médica imediata para evitar complicações sérias como AVC, infarto, insuficiência renal ou edema pulmonar. Uma crise hipertensiva é uma situação que a pressão arterial atinge níveis perigosos, podendo causar danos aos órgãos vitais. Isso ocorre devido a uma resposta desregulada do sistema cardiovascular e outros sistemas do corpo à pressão elevada. A hipertensão não controlada pode levar a complicações como AVC, infarto e insuficiência renal. O tratamento rápido visa reduzir a pressão arterial e tratar a causa subjacente. Os sintomas incluem dor de cabeça intensa, dor no peito, falta de ar e confusão. O diagnóstico envolve exames clínicos e laboratoriais. O tratamento inclui medidas não farmacológicas e medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida. O acompanhamento regular é essencial para prevenir recorrências e complicações a longo prazo. A revisão foi baseada, principalmente, em 11 artigos, disponíveis nas bases de dados PubMed e LILACS, utilizando termos em saúde (DeCS), incluindo "Crise Hipertensiva" e "Manejo". Os resultados dos estudos analisados revelaram uma predominância de urgência hipertensiva (71,7%), com sintomas como dor, problemas emocionais, neurológicos e cefaleia sendo identificados como preditores importantes. O tratamento variou, com inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos canais de cálcio sendo os mais utilizados para urgência hipertensiva, enquanto os pacientes com pseudocrise hipertensiva receberam principalmente analgésicos. Para emergências hipertensivas, broncodilatadores, insulina, oxigenoterapia, nitroprussiato de sódio e anticonvulsivantes foram necessários. A identificação precoce dos sintomas, realização de exames específicos e tratamento adequado foram destacados como fundamentais. A terapia eficaz exigiu uma seleção cuidadosa de anti-hipertensivos, como nicardipina, labetalol, esmolol e clevidipina, com uma redução gradual da pressão arterial. Embora a redução da pressão arterial estivesse associada a um menor risco de novas visitas ao departamento de emergência, não houve impacto significativo na mortalidade cardiovascular.

References

BALAHURA, A M et al. “The Management of Hypertensive Emergencies-Is There a "Magical" Prescription for All?.” Journal of clinical medicine vol. 11,11 3138. 31 May. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.3390%2Fjcm11113138. Acesso em: 24 Mar. 2024.

BALAHURA, A. M. et al. The Management of Hypertensive Emergencies—Is There a “Magical” Prescription for All?. Journal of clinical medicine, v. 11, n. 11, p. 3138–3138, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm11113138

KHAMSAI, S. et al. Hypertensive crisis in patients with obstructive sleep apnea-induced hypertension. BMC cardiovascular disorders, v. 21, n. 1, 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12872-021-02119-x

KULKARNI, S. et al. Management of hypertensive crisis: British and Irish Hypertension Society Position document. Journal of human hypertension, v. 37, n. 10, p. 863–879, 2022. DOI: https://doi.org/10.1038/s41371-022-00776-9

LIN, Yu-Ting et al. “Pharmacological blood pressure control and outcomes in patients with hypertensive crisis discharged from the emergency department.” PloS one vol. 16,8 e0251311. 17 Aug. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1371%2Fjournal.pone.0251311. Acesso em: 24 Mar. 2024. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0251311

MIRDAMADI, Ahmad et al. “Comparing outcomes of clonidine and captopril in patients with hypertensive urgency: A randomized clinical trial.” ARYA atherosclerosis vol. 18,1 (2022): 1-6. Disponível em: https://doi.org/10.48305/arya.v18i1.2146. Acesso em: 24 Mar. 2024.

PIERIN, A M G et al. “Hypertensive crisis: clinical characteristics of patients with hypertensive urgency, emergency and pseudocrisis at a public emergency department.” Einstein (Sao Paulo, Brazil) vol. 17,4 eAO4685. 29 Aug. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2019ao4685. Acesso em: 24 Mar. 2024. DOI: https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2019AO4685

REIS, K. G. et al. Hypertensive Urgency in Tanzanian Adults: A 1-Year Prospective Study. American journal of hypertension, v. 33, n. 12, p. 1087–1091, 2020. DOI: https://doi.org/10.1093/ajh/hpaa129

SAMUEL, Net al. “Treatment Outcome and Associated Factors Among Patients Admitted with Hypertensive Crisis in Public Hospitals at Harar Town, Eastern Ethiopia: A Cross-Sectional Study.” Integrated blood pressure control vol. 15 113-122. 13 Dec. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.2147%2FIBPC.S386461. Acesso em: 24 Mar. 2024. DOI: https://doi.org/10.2147/IBPC.S386461

SIDDIQI, T. J. et al. Clinical Outcomes in Hypertensive Emergency: A Systematic Review and Meta‐Analysis. Journal of the American Heart Association. Cardiovascular and cerebrovascular disease, v. 12, n. 14, 2023. DOI: https://doi.org/10.1161/JAHA.122.029355

TALLE, Mohammed A et al. “The Role of Cardiac Biomarkers in the Diagnosis of Hypertensive Emergency.” Diagnostics (Basel, Switzerland) vol. 13,9 1605. 30 Apr. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390%2Fdiagnostics13091605. Acesso em: 24 Mar. 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/diagnostics13091605

Published

2024-06-10

How to Cite

Lima, T. B., Paulucio, D. S. S., Papaléo, R. F., Ramos, C. O., Nascimento, D. E. K., Starling, D. V., Leite, E. F., Santos, E. M. dos, Costa, W. W. da, Silva Neto, R. B. P., Gonçalves, F. S. S., Amorim, M. C. A. de, Monteiro, B. G., Moraes, T. M., & Vassallo, K. R. de A. (2024). A CRISE HIPERTENSIVA NA EMERGÊNCIA: DIAGNÓSTICO E CONDUTA. Revista Contemporânea, 4(6), e4665. https://doi.org/10.56083/RCV4N6-074

Issue

Section

Articles