ABORDAGEM DA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Authors

  • Luciana Régio Martins de Andrade
  • Danielly Avelino da Rocha

DOI:

https://doi.org/10.56083/RCV3N10-117

Keywords:

Doença Inflamatória Pélvica, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Endometriose, Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae

Abstract

Nesse artigo elaborou-se uma revisão bibliográfica sobre a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) que consiste em uma doença poli microbiana das estruturas dos órgãos genitais superiores das mulheres. Os principais agentes microbianos causadores dessa infecção a Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Buscou-se analisar suas manifestações clinicas que podem variar entre um quadro subclínico podendo até evoluir para um quadro de abdome agudo. Como objetivo principal tem-se que o diagnóstico precoce e eficaz pode diminuir a evolução da doença e possíveis sequelas, a exemplo: a infertilidade, gravidez ectópica e endometriose. Na abordagem medicamentosa há uso associado de antibióticos de amplo espectro para tratar os principais patógenos e antimicrobianos para o tratamento dos principais agentes etiológicos das DIP (Gonococo e Clamídia). O tratamento é realizado ambulatorialmente na maioria dos casos, não havendo necessidade de internação, exceto, se houver complicação da doença. Os parceiros devem ser examinados, tratados e orientados quanto ao uso de preservativos, investigação para IST´s e vacinação para HPV e Hepatite B. A referida análise foi realizada através de uma revisão de literatura em artigos de diferentes bases de dados para enfatizar a grande quantidade de casos. Por fim observou-se que, a principal causa da DIP decorre por falta de informações na educação sexual principalmente para adolescentes e adultos jovens, levando ao aumento nos casos de IST´s. Portanto, é necessário que haja uma melhor educação sexual e conscientização das pessoas para que se tenha um maior controle da doença.

References

Bakken IJ, Ghaderi S. Incidence of pelvic inflammatory disease in a large cohort of women tested for Chlamydia trachomatis: a historical follow-up study. BMC Infect Dis; 9:130. Disponível em: https://doi.org/10.1186/1471-2334-9-130 . Acessado em 06 de maio de 2023.

BARZANSKY, Barbara M.; LAUBE, Douglas W.; LING, Frank W.; SMITH, Roger P.; BECKMANN, Charles R. B; Ginecologia e obstetrícia. 6.ed. 2012.

BEREK, Jonathan S; e Novak: Tratado de ginecologia. 14.ed.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS/SCTIE nº 42, de 5 de outubro de 2018. Torna pública a decisão de aprovar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), no âm bito do Sistema Único de Saúde - SUS [Internet]. Diário Oficial da União, Brasília (DF), Seção 1:88. Disponível em: » http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sctie/2018/prt0042_08_10_2018.html. Acessado em: 5 de maio 2023.

Carvalho NS, Takimura M, Von Lisigen R, Freitas B. Doença inflamatória pélvica. In: Fernandes CE, Sá MF. Tratado de ginecologia FEBRASGO. Rio de Janeiro: Elsevier; 2019. p. 287-96.

Ford GW, Decker CF. Pelvic inflammatory disease. Dis Mon. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0011502916000894?via%3Dihub. Acessado em 03 de junho de 2023.

JUNQUEIRA, Fláva Raquel Rosa; REIS, Rosana Maria dos; ROSA-E-SILVA, Ana Carolina Japur de Sá. Ginecologia da infância e adolescência. (Orgs.) 2012.

Kyono K, Hashimoto T, Nagai Y, Sakuraba Y. Analysis of endometrial microbiota by 16S ribosomal RNA gene sequencing among infertile patients: asingle-center pilot study. Reprod Med Biol; 17(3):297-306. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/rmb2.12105. Acessado em 13 de maio de 2023.

ONLINE. Carvalho NS, Carvalho BF, Linsingen RV, Takimura M. Doença in amatória pélvica. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. (Protocolo FEBRASGO - Ginecologia, no. 25/ Comissão Nacional Especializada em Doenças Infecto-Contagiosas). Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/Protocolos-assistenciais/Protocolos-assistenciais-ginecologia.pdf/2020-Dor-Plvica-Crnica.pdf . Acessado em 14 de maio de 2023.

PESSINI, Suzana Arenhart; SILVEIRA, Geraldo Gastal Gomes da; SILVEIRA, Gustavo Py Gomes da. Ginecologia baseada em evidências; 3.ed. 2012.

Thurman AR, Soper DE. Sequelae. In: Sweet RL, Wiesenfeld HC, editors. Pelvic inflammatory disease. London: Taylor & Francis; 2006. p. 69–84. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0002937811906267. Acessado em 10 de junho de 2023.

Westrom L: Effect of acute pelvic inflammatory disease on fertility. Am J Obstet Gynecol 1975;121:707–13. Classic study on impact of PID on reproductive health of women. Disponivel em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/0002937875904779. Acessado em 09 de junho de 2023.

Walker CK, Wiesenfeld HC. Antibiotic therapy for acute pelvic inflammatory disease: the 2006 centers for disease control and prevention sexually transmitted diseases treatment guidelines. Clin Infect Dis. 2007;44:S111–22.

Wiesenfeld HC, Sweet RL, Ness RB, et al. Comparison of acute and subclinical pelvic inflammatory disease. Sex Transm Dis. 2005;32:400–5.

Published

2023-10-23

How to Cite

de Andrade, L. R. M., & da Rocha, D. A. (2023). ABORDAGEM DA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Revista Contemporânea, 3(10), 18810–18823. https://doi.org/10.56083/RCV3N10-117

Issue

Section

Articles