COPROCESSAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS COMO ALTERNATIVA PARA MINIMIZAR O DESCARTE EM ATERROS SANITÁRIOS

Authors

  • Bruna Cristina do Nascimento Silva Delanhese
  • Daniella Ribeiro Pacobello
  • Cândido Ferreira da Silva Filho
  • Samuel Carvalho de Benedicto

DOI:

https://doi.org/10.56083/RCV3N8-151

Keywords:

Resíduos, Políticas Públicas, Aterro Sanitário, Coprocessamento

Abstract

A indústria é responsável por inúmeras transformações urbanas e sociais, proporcionando o crescimento econômico, a geração de empregos e renda, entre outros. Em contrapartida, é também uma das maiores responsáveis pela degradação ambiental, resultado do seu processo de produção, que gera uma enorme quantidade de resíduos. A indústria extrai recursos da na-tureza, processa estes recursos e descarta resíduos. Decorre daí a relevância em se buscar alter-nativas para o descarte dos resíduos. Neste sentido, o método do coprocessamento se coloca como opção para reduzir o impacto da atividade industrial sobre a natureza. O estudo tem por objetivo caracterizar os impactos ambientais causados pelos resíduos gerados a partir dos pro-cessos produtivos industriais, estabelecer relações com as políticas públicas e apresentar os resultados da aplicação prática de ações de coprocessamento para minimizar os impactos da produção industrial sobre a natureza. No que diz respeito à metodologia, a pesquisa é biblio-gráfica e documental, de natureza aplicada, sua abordagem é qualitativa e, quanto ao seu obje-tivo, é classificada como exploratória. Os resultados indicam que o coprocessamento é uma solução relativamente nova e viável no âmbito econômico, ambiental e social, uma vez que o custo é o mesmo, quando comparado ao descarte em aterros sanitários, e elimina a contamina-ção de solo e água e reduz os impactos na sociedade, como o mau cheiro e o aparecimento de vetores e pragas. 

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Published

2023-08-24

How to Cite

Delanhese, B. C. do N. S., Pacobello, D. R., da Silva Filho, C. F., & de Benedicto, S. C. (2023). COPROCESSAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS COMO ALTERNATIVA PARA MINIMIZAR O DESCARTE EM ATERROS SANITÁRIOS. Revista Contemporânea, 3(8), 12678–12697. https://doi.org/10.56083/RCV3N8-151

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